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"Mesmo você não me vendo, estarei te olhando. Mesmo não te tocando, estarei te sentindo.
E por onde você estiver passando estarei te seguindo. Nos teus olhos eu me vejo.
Com teu sorriso eu me encanto. No teu corpo está o meu desejo. Em tua alma os meus sentidos...!"
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Domingo, Março 11, 2007
VIDA CURTA DEMAIS?
(Cora Coralina)
Não sei...
se a vida é curta ou longa demais pra nós,
mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não
Seja nem curta, nem longa demais,
Mas que seja intensa, verdadeira, pura...
Enquanto durar...
Ensaiando um retorno.
Publicado por ana_pe
em 8:54 AM
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Terça-feira, Dezembro 20, 2005
Para você ganhar um belíssimo Ano Novo cor de arco-íris
ou da cor da sua paz,
ano novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido);
para você ganhar um ano novo não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo na sementinha do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo,
que, de tão perfeito, nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha
ou qualquer outra birita
não precisa expedir nem receber mensagens,
(planta recebe mensagens? passa telegrama?)
não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependimento pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar que, por decreto da esperança,
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano novo que mereça este nome,
você, meu caro,
tem que merecê-lo,
tem que fazê-lo de novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
Que você consiga!
Feliz 2006!
Texto de Carlos Drummond de Andrade.
      
Natal
Antes se arrepender do que se fez um dia
por sincero prazer, pondo tudo de lado,
do que o arrependimento de se ter deixado de fazer, por temor....
se o coração pedia.
Se colheste a emoção com intensa alegria
e se foste feliz e marcaste o passado,
bendiz esse segundo ou essa hora, esse dia
em que o mundo foi teu, vencido e conquistado...
A vida é uma aventura e é preciso vivê-la!
Nada há que justifique uma abstinência ao mundo,
- ergue a mão para o céu e colhe a tua estrela!
É a hora do Natal... A estrela é o teu presente!
Mesmo que ela cintile apenas um segundo,
contigo hás de levá-la indefinidamente.
(texto de João Jorge de Araújo Jorge)
É hora
de comunhão,
de união,de solidariedade.
É hora de olharmos para o lado
e analisarmos todas as nossas ações.
É hora de renovação. É hora de reflexão.
- distinguirmos tudo que existe de bom dentro
de nós e cultivarmos cada vez mais.Sermos melhores
- analisarmos os nossos erros, nossas angústias, nossos
sentimentos mesquinhos, errôneos, injustos até e jogarmos fora.
Esquecê-los para sempre.Arrancá-los de nosso peito e de nossa vida.
É hora de estarmos com a família e amá-la com toda a nossa sinceridade
É hora de abraçarmos os amigos e desejarmos a eles muitos momentos de luz.
É hora do amor fraterno,de sonhos diferentes.É hora de desejarmos um mundo mais
humano, mais justo.E tudo que precisamos saber é demosntrar toda a alegria da alma
Cante pela paz mundial.
e leve esperança àqueles
que precisam da tua mão.
Sorria para as crianças,
lhes dê amor, fé e carinho.
Faça isso hoje e sempre !
É natal em nossos corações!
Publicado por ana_pe
em 8:33 PM
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Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
A Ilusão de Viver!
O nosso amor acabou.
Ruiu.
Desmoronou.
Encontro pedaços de mim espalhados pela sala, pela casa , pela vida.
Preciso desesperadamente reordenar a minha existência. Montar , de uma vez por todas e de forma correta este quebra-cabeça gigante e disforme em que me transformei.
Olho no espelho e não me reconheço.
Quem seria esta mulher que teima em imitar meus movimentos? Frente a frente comigo mesma, olho para dentro da minha alma, da minha essência e tento a todo custo encontrar algo que se assemelhe ao meu eu.
Essa pessoa que enxergo nada tem de verdadeiro, de concreto e de sensível. É apenas um espectro de mim.
Ela é estranha para mim. Eu sou estranha para ela.
Choro, convulsivamente!
penso insistentemente em mim,
penso insistentemente em você.
E uma pergunta martela a minha cabeça. Preciso de uma resposta.Uma resposta aceitável, uma resposta plausível, uma resposta que faça eu compreender de forma definitiva a única verdade que restou:
Em qual "instante" a linha do nosso amor se partiu? Qual foi a palavra mal dita ou dita na hora errada ? quantas mágoas se acumularam sem que eu tivesse notado?
qual foi o principal motivo que desencadeou tantas desavenças?
Percorro, então, todos os caminhos por onde costumávamos passar. Ando pelo passado a procura de indícios. Penso em todos os momentos bons ou ruins que vivemos. Revejo nossas brincadeiras, ouço o som das nossas conversas, e o das nossas brigas também. Sorrio ao me relembrar dos nossos tratados de paz.
O cheiro adocicado da sua pele ainda está impregnado no meu ser. O toque da suas mãos e o enlevo de nossos corpos incendiados pelo desejo são lembranças que jamais se apagarão do meu pensamento.
Sinto as batidas aceleradas do meu coração que festejava com ardor - um amor - que sem aviso algum descolou-se de mim sem que eu tivesse a chance de perceber.
Foi embora juntamente com meus sonhos. Eu estava completamente cega. A paixão cegou a razão. Anulou a consciência. Capturou a minha alma.Fez reviravoltas na minha vida.
E agora o que me resta? Resta o som do adeus, a dureza do nunca mais. Assumo o meu passado sem medo. Desejo, porém, um futuro com riscos Ao reencontrar os meus pedaços, terei a esperança de um novo dia, de um novo amor:
"O Sol desponta
Lá no horizonte,
Doirando a fonte,
E o prado e o monte
E o céu e o mar" (Gonçalves Dias)
Esta é a resposta que eu procurava.Acenderá em meu rosto o sorriso de uma nova ilusão. A de viver.
Publicado por ana_pe
em 9:34 AM
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Domingo, Dezembro 04, 2005
Pin-Ups: a sexualidade permitida
Quando o nu feminino ainda era considerado um tabu, surgiram nos Estados Unidos as pin-ups, modelos desenhadas em cartões, calendários e maços de cigarro. Até hoje, as garotas mexem com o imaginário dos homens
No final do século 19, o teatro de revista vivia o seu auge e transformou dançarinas em estrelas, fotografadas para revistas, anúncios, cartões e maços de cigarros, mas foi somente na década de 40 que começaram a dominar não apenas a imaginação dos homens, mas também as portas dos armários e as paredes dos quartos de milhares de admiradores dessa nova onda de "sexualidade permitida".
Foi justamente esta a origem do nome pin-up: o ato de pendurar as ilustrações em algum lugar.
Na Segunda Guerra Mundial eram carinhosamente chamadas de "a arma secreta", usadas para acalmar os anseios dos pracinhas nas frentes de batalha. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva, fotografias de mulheres nuas poderiam significar atentado ao pudor.
O jeito de satisfazer a solidão dos soldados e a curiosidade dos adolescentes era fabricar modelos de lápis e tinta, que reproduziam o padrão de beleza considerado ideal: seios fartos, pernas grossas, cinturinha de pilão. Acabaram se tornando uma espécie de troféu pela guerra vencida.
Depois, com os avanços do cinema o termo pin-up acabaria se difundindo e transformando, passo a passo o que viria a ser em nossos dias, a grande indústria do sexo.
Desenhadas ou fotografadas, as garotas invadiram o planeta com suas poses sensuais porém, sem vulgaridade. Com formas generosas, elas não enfrentavam as pressões da magreza nem a conseqüente anorexia. Elegantes, elas ocupavam seus espaços numa linha entre o ingênuo e o diabólico, trajando duas peças, meias-calça e corpetes com decotes enormes.
O conceito clássico de uma pin-up é ser sexy e ao mesmo tempo inocente, estar vestida, mas em alguma posição ou situação que revele sensualmente partes do corpo, sem querer, por acaso.
Só isso já era suficiente para alimentar a fantasia masculina. Uma verdadeira pin-up jamais pode ser vulgar ou oferecida, pode somente ser convidativa.
Nos anos 70, com a banalização do nu em revistas e filmes pornográficos, as meninas de papel perderam força. Foram substituídas por mulheres de carne e osso. Mas desde o final da década de 90, as pin-ups voltaram a mexer com a libido masculina por resgatarem um importante elemento do fetiche: o mistério.
Musas de várias gerações, as pin-ups ainda hoje são cultuadas por adoradores do estilo além, é claro, de serem muitas vezes imitadas afinal, são sempre uma ótima referência no mundo da moda, no cinema, nos traços, nos trejeitos e em tudo que diz respeito à sensualidade
A musa loura ( Marylin Monroe) perdia em popularidade para a ruiva Rita Hayworth, a número dois na lista da preferência dos soldados da Segunda Guerra. Uma foto da eterna Gilda vestida com camisola transparente foi transformada em desenho e invadiu os acampamentos.
Nem Marilyn nem Hayworth, porém, conseguiram desbancar a lendária Betty Grable, a mulher que colocou suas pernas no seguro no valor de US$ 1 milhão. Ela foi a pin-up mais famosa da história posando de maiô com um sorriso convidativo, transformou-se na amante imaginária predileta dos soldados. Betty também foi atriz e chegou a protagonizar, em 1944, um filme chamado Pin-up Girl, na qual interpretava uma dançarina.
O sucesso dos cartões e calendários estimulou editores a lançar revistas especializadas, as chamadas girlie magazines. Publicações como Esquire, Yank, Wink, Beauty Parade, Whisper e Eyful exibiam pin-ups vestidas de coristas, marinheiras, enfermeiras e outros uniformes-fetiches, sejam desenhadas ou fotografadas. Embora as mais célebres sejam as garotas de papel, alguns fotógrafos dispensavam os retoques da pintura e publicavam suas pin-ups em carne e osso.
A Música do Post
A música Lili Marlene ou Lili Marllen em alemão foi , sem dúvida, a canção mais popular da 2.ª Guerra Mundial e se tornou o hino extra-oficial dos soldados de infantaria de ambos os lados.Os saudosos soldados eram levados às lágrimas pela voz da, até então, desconhecida cantora Lale Andersen, que se tornou uma estrela internacional. No entanto, a cantora mais famosa a cantar a música foi Marlene Dietrich.
A letra foi originariamente escrita em 1915 na forma de um poema por um soldado alemão da Primeira Guerra chamado Hans Leip. Posteriormente publicado em uma coletânea de sua poesia em 1937, as metáforas e a emoção do poema chamaram a atenção de Norbert Schultze, que o transformou em musica em 1938.
Lili Marlene se tornou uma canção de guerra quando foi transmitida por uma rádio alemã em Belgrado e foi captada pelos soldados alemães do Afrika Korps. Rommel gostou tanto da música que solicitou à Radio Belgrado que a incorporasse em sua programação, no que foi atendido. A canção era tocada às 21:55h todas as noites imediatamente antes do fim das transmissões.
A enorme popularidade da versão alemã induziu a criação de uma apressada versão em inglês escrita pelo compositor britânico Tommie Connor em 1944 e transmitida pela BBC para as tropas aliadas.
Os grandes ilustradores
Muitos nomes fizeram a história das pin-ups, mas alguns ilustradores destacam-se como os mais populares da história das musas de papel.
Alberto Vargas: Peruano, o ilustrador mudou-se para os Estados Unidos em 1916. Vargas era filho de fotógrafo e desenhava para cartazes de teatro de revista e filmes de Hollywood. Ficou famoso por clicar musas como Marilyn Monroe e Ava Gardner. Suas pin-ups são conhecidas como Vargas Girls e foram publicadas, inicialmente, na década de 40, pela revista Esquire. Considerado por muitos colecionadores como o maior ilustrador de pin-ups da história, Vargas morreu em 1982, quando as garotas de papel já tinham perdido o glamour.
Vargas Girl
George Petty: Outro rei das pin-ups, o norte-americano George Petty começou a carreira como fotógrafo. No final da década de 20, abriu um estúdio e começou a criar. Sua primeira pin-up, a Petty Girl, foi inspirada nas figuras da mulher e da filha do artista, e ilustrou a capa da revista Esquire em 1933. Daí para calendários e propagandas foi um pulo. O ilustrador morreu em 1975.
Petty Girl
Gil Elvgren: Considerado injustamente por muito tempo como um artista meramente comercial, hoje o trabalho do norte-americano é exposto em galerias de todo o mundo. Gil Elvgren começou a ilustrar pin-ups na década de 1930 e só parou 40 anos depois. A fama de comercial deve-se ao fato de que a maioria de seus desenhos eram criados para ilustrar campanhas publicitárias, como as propagandas da Coca-Cola. As pin-ups de Elvgren ilustravam principalmente calendários. O artista morreu em 1980.
Elvgren Girl
Hajime Sorayama: O artista japonês é considerado o grande gênio da ilustração da atualidade. Graças às suas pin-ups futuristas, as divas de papel foram ressuscitadas. Por sua criatividade e pelos traços ousados, Sorayama é comparado a Alberto Vargas. Misturando realidade e ficção, o ilustrador criou, em 1979, o termo Sexy Robot, referindo-se às mulheres-robôs sensualíssimas que serviram de inspiração para muitos quadrinistas contemporâneos. Entre outros trabalhos, Sorayama desenha para a revista masculina Penthouse.
Soroyama Girl
Publicado por ana_pe
em 7:33 PM
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